quarta-feira, 10 de junho de 2009

Resultado do 1º Bimestre - Inglês


Hello, guys!!!
Olá, Galera!!!

Devido ao desempenho em nossa disciplina, na próxima semana os horários de estudo serão organizados de acordo com as disciplinas que percebemos maior dificuldades nas notas, assim, Inglês será uma delas.
Para isso, foram escolhidos Monitores para a disciplina que acompanharão os estudos dirigidos em sala.

São eles:
Comércio: Alison e Marcos Bruno;
Enfermagem: Géssick e Wesley;
Informática: Alexandre e Welligton.

Get ready!!!
Preparem-se!!!

See you!
Até mais!

Algumas fotos da Vivência - apresentação de Seminários sobre os Pacifistas




Mais fotos...





Projeto de Vivência Paz se Aprende - Os pacifistas - Martin Luther King Jr.



Martin Luther King Jr.: Paz pela igualdade social

Imagine entrar em um ônibus para ir ao trabalho e, mesmo havendo cadeiras desocupadas, ser impedido de ocupá-las. Imagine estar dentro do mesmo ônibus, sentado, e ter de se levantar para dar lugar a outra pessoa, mais jovem e forte, sob pena de que chamem a polícia e o levem preso. Imagine ainda que, no mesmo ônibus, não só você, mas todas as pessoas que viajam na mesma fileira tenham de se levantar, para dar lugar a uma só pessoa, da qual você não tem sequer o direito de sentar ao lado.

A situação, constrangedora e humilhante pode parecer inverossímil nos dias de hoje. Mas não na região Sul dos Estados Unidos, em meados do século XX. A intimidação nos ônibus estava longe de ser a única manifestação racista nos EUA àquela época. Mas simbolizava como poucos fatos a persistência de uma sociedade dividida por um muro de preconceito, erguido a cada dia, institucionalizando a exclusão pela cor da pele. Mais que isso: a estereotipação e a subserviência impostas aos negros norte-americanos era de tal porte que podia ser comparada aos ditames do regime nazista alemão, com seus guetos e suas regras para arianos, verdadeiramente cidadãos, e judeus, a quem era negada a dignidade humana.

Foi nesse contexto segregacionista e desalentador que nasceu, aos 15 de janeiro de 1929, na cidade de Atlanta, Geórgia, Martin Luther King Jr. Filho dos pastores batistas Luther King e Alberta, que já tinham a pequena Cristina, de um ano e viviam na casa do pai de Alberta, o conhecido pastor Adam Daniel Williams, no centro da comunidade negra de Atlanta. O menino, aliás, chegou a ser registrado como Michael Luther King Jr, devido a um erro de cartório, só oficialmente reparado quando Martin já tinha seus 28 anos.

Em 1931, Adam Williams faleceu, ficando para o pastor Luther King pai a tarefa de assumir seu lugar. Seus filhos, Martin, Cristina e o caçula Alfred Daniel, tiveram conforto na infância, apesar da grande depressão financeira de 1929, com o crack da bolsa de Nova York. Com casa e carro próprios, destoavam da situação de desemprego e precariedade que acometia a maioria dos negros da cidade.

Mas essa situação privilegiada não impediu que Martin Jr. tivesse uma infância marcada por duas tentativas de suicídio, em dois momentos relacionados à sua avó, Jennie Williams. Primeiro, quando uma doença a deixou inconsciente. Depois, quando ela veio a falecer. Nas duas ocasiões, o garoto se atirou da janela de casa, do primeiro andar. E sofreu apenas escoriações sem maior gravidade.

Martin Jr. passou a freqüentar a escola pública em 1935, mudando depois para a particular Escola Experimental da Universidade de Atlanta. No secundário, freqüentou a Escola Booker T. Washington, quando a família já se mudara para uma área nobre da cidade, a Boulevard Street. Àquela altura, o trabalho do pai, Luther King, como pastor e membro dos diversos movimentos pró-negros, ganhava cada vez mais repercussão. Em contrapartida, ele passa a receber telefonemas e ameaças de morte, por parte da Ku Klux Klan, a temida organização criada após a guerra civil para disseminar o racismo e a intolerância, através de atos de selvageria e violência medieval contra os negros.

É nesse contexto que o jovem Martin toma cada vez mais consciência do ambiente de desigualdade que o cerca. Reflexões reforçadas após 1944, quando ele viaja para diversas cidades do Norte dos EUA (não encontrando ali sinais de racismo evidente, como o praticado no Sul do país) e ingressa no curso de Sociologia da Universidade Morehouse e passa a fazer parte das muitas discussões políticas no campus.


RESISTÊNCIA PACÍFICA
Não-violência ativa vence segregação racial e conquista direitos civis

Quatro anos depois, formado, MLK deixa Atlanta e vai para Chester, na Pensilvânia, cursar faculdade de teologia, enquanto continuava acompanhando os conflitos raciais latentes nos EUA após a Segunda Grande Guerra.

Teólogo graduado no início dos anos 50, Martin Jr. passa a estudar Filosofia na Universidade de Boston. É lá que conhece Coretta Scott, com quem se casaria em 1953. Um ano depois, inicia suas atividades como pastor da Igreja Batista da Av. Dexter, em Montgomery, no Alabama, em paralelo a seu trabalho de conscientização e luta pelos direitos civis. Em explícito contraste com o clima de terror e intimidação promovido pela Ku Klux Klan e pela própria polícia, que tinha entre seus membros vários integrantes da organização racista. Ainda em 1954, Martin Luther King Jr. assiste ao nascimento de sua primeira filha, Yolanda.

Em 1955, Martin Jr. finaliza o curso de Filosofia e vive de perto o segregacionismo predominante na cidade de Montgomey. Uma realidade de racismo institucionalizado, em normas como as do regulamento da companhia de ônibus - que forçava até mesmo os negros a subirem no veículo pela porta da frente, pagarem a passagem e descerem para ingressar pela porta de trás, sem que houvesse “incômodo” para os passageiros brancos ocupantes das primeiras filas..

A situação gera um sentimento de revolta calada, até que, em 1º de dezembro daquele ano, um episódio detona uma reação. Rosa Parks, uma costureira de 42 anos que saía cansada de um dia de trabalho, se recusa a se levantar de seu lugar, quando o motorista o solicita para um branco. Mesmo se tratando de uma senhora, o motorista pára o veículo e procura um policial, que pergunta a Rosa Parks por que ela se recusara a ceder seu lugar. “Eu achei que não era preciso”, respondeu, continuando: “Por que vocês nos perseguem?”. O policial retruca: “Eu não sei. Mas lei é lei e você está presa”.

Na prisão, Rosa é interrogada, por policiais ansiosos em associar seu gesto a um protesto pré-concebido. Ela nega: diz apenas que estava cansada e que seus pés doíam. Rosa só foi libertada sob fiança paga por E. D. Nixon, militante dos direitos civis, que imediatamente avisa a todas as associações e movimentos negros sobre o que ocorrera com a senhora. Surge a idéia de um boicote de todos os negros ao sistema de ônibus. Já a partir da semana seguinte, passariam a dividir táxis (de empresas dirigidas por negros) e mesmo a andar a pé quilômetros e quilômetros.

Caminhando não apenas por si, mas pela dignidade de seus filhos e netos, os negros fizeram do boicote um grande sucesso, que abalou a arrecadação da companhia de ônibus e mostrou à sociedade o poder do povo organizado. Com um importante diferencial: a reação à violência se dava não com mais agressividade, e sim através de um protesto pacífico, mas extremamente contundente e eficaz. Ao contrário do ceticismo das autoridades, que apostavam que no primeiro dia de chuva os negros retornariam aos ônibus, foram quase 400 dias de protesto, até que, em janeiro de 1956, a polícia prende Luther King Jr, sob o pretexto de que ele dirigia seu carro em alta velocidade.

A prisão do líder, solto poucos dias depois, gera ainda mais revolta e coesão no movimento negro. Em 30 de janeiro de 1956, o pastor discursava em uma reunião quando foi informado de que sua casa sofrera um atentado a bomba. Coretta e Yolanda saíram assustadas, mas não machucadas. E em questão de minutos centenas de negros, revoltados e armados, se reuniram em frente à casa de seu líder, prontos para reagir ao ataque. Mas Luther King Jr., adepto da não-violência, fez questão que todos retornassem a suas casas: “Devemos responder ao ódio com amor”, declarou, em uma de suas muitas frases que ficariam para a posteridade.

Em dezembro daquele ano, um alento: a Suprema Corte julga ilegal o regulamento segregacionista nos ônibus da cidade de Montgomery. Uma imensa vitória para Martin Luther King Jr, cujo nome ganha repercussão mundial e atrai simpatizantes para ações como o protesto contra a segregação em lanchonetes, a jornada pela liberdade, as manifestações pelos direitos civis, a grande marcha sobre Washington e a campanha de registro de eleitores. Era a continuidade da luta de Martin Luther King pelos direitos civis, sempre utilizando o caminho da paz como meio para modificar a realidade. Um revolucionário pacifista.

Projeto de Vivência Paz se Aprende - Os pacifistas - Mahatma Gandhi


Os princípios básicos do pacifista


OS ELEMENTOS de sua filosofia estão na autobiografia “A História de meus Experimentos com a Verdade” (Foto: Reprodução)
As profundas características pessoais que levaram Mohandas Karamchand Gandhi a se tornar um revolucionário pacifista, contribuindo decisivamente para a independência da Índia e para a transformação do Império Britânico em comunidade Britânica, podem ser resumidas em dois princípios básicos seguidos pelo líder indiano: “ahimsa” (não-violência) e “satyagraha” (a busca da verdade), valores da crença tradicional hindu.

Difundidos pelo mestre, esses preceitos serviram de inspiração a outros grandes líderes, como Martin Luther King e Nelson Mandela, e continuam cada vez mais necessários e instigantes, em meio ao mundo de contradições pessoais e sociais em que vivemos.

Tanto o ahimsa quanto o satyagraha são provenientes da sabedoria oriental - mais especificamente do Bhagavad Gita e pelas crenças hindus, budistas e janistas. Os elementos dessa filosofia são detalhados pelo próprio Mahatma, em sua autobiografia “A História de meus Experimentos com a Verdade”.

Ahimsa, cuja tradução literal é “evitar a dor (himsa)”, define o princípio essencial da não-violência. Para gandhi, trata-se da mais poderosa força do ser humano. Como conceito, invoca a não-violência e o respeito e reverência por toda forma de vida. A primeira menção a ahimsa na filosofia indiana provém dos Upanishads, escrituras hindus que remetem ao ano 800 a. C.

Gandhi foi justamente quem apresentou ao mundo ocidental o conceito de ahmisa. Além da citada influência sobre o movimento pacífico pelos direitos civis, liderado por Luther King Jr., o ahimsa passou a ser mais difundido no ocidente a partir do crescimento do interesse pela ioga e pela meditação.

Para o líder indiano, ahimsa traz conseqüências práticas para a vida cotidiana. Implica em evitar ofensas a qualquer pessoa, evitar o individualismo egocêntrico e a ação danosa mesmo àqueles considerados inimigos. Mostrando-lhes a verdadeira dimensão de ahimsa, o amor suplantará o ódio, e a vitória será da paz. Afinal, o caminho do pacifismo requer muito mais coragem que o da violência.

Como conseqüência do princípio de ahmisa, a conquista de vitórias contra um oponente por meio da não-violência se expressa no princípio denominado “satyagraha” - em uma tradução literal, “a busca (ou caminho, “graha”) da verdade (“satya”)”.

Trata-se da filosofia de resistência por meio da não-violência, empregada pelo Mahatma Gandhi contra o Império Britânico e, em outro momento histórico, também contra o apartheid na África do Sul.

Entre as traduções geralmente registradas para o emprego de satyagraha, estão desobediência civil, resistência passiva, força da verdade, protesto não-violento ou ainda a resistência a grande sofrimento pessoal, em prol de fazer o que é certo.

“Aplicando o satyagraha, descobri que, no início, o oponente deve ser desviado das atitudes erradas, por meio da paciência e da simpatia. Pois o que parece a verdade para um pode parecer a mentira para outro. E paciência implica sacrifício pessoal. Satyagraha implica não impor sacrifício a seu oponente, mas sim vencê-lo pelo nosso sacrifício.


A consciência da Paz na conquista da independência


GANDHI USOU da resistência pacífica para despertar nos indianos e no governo britânico a necessidade de uma Índia livre (Foto: Reprodução)
Em novembro de 1913, Gandhi foi preso novamente, após liderar uma marcha que reuniu mais de duas mil pessoas e uma greve que chegou a mobilizar 50 mil operários. Foi condenado a três meses de trabalhos forçados. Depois de liberto, conseguiu liderar os hindus em vitórias como a validação dos casamentos inter-raciais e o cancelamento de impostos abusivos.

A notícia das conquistas obtidas pelos hindus através da não-violência orientada por Gandhi chega à Índia, onde o governo britânico continuava dando as cartas e impondo uma série de dificuldades à vida do povo da colônia. A busca de independência por meio de um conflito armado vai aos poucos perdendo espaço para a reação não-violenta e para a desobediência civil, defendidas pelo Mahatma, que retorna a seu país natal em 1915, continuando a falar alto aos corações dos hindus e dos muçulmanos.

De volta à Índia em definitivo, Gandhi deixou de usar as roupas ocidentais, típicas de homens bem sucedidos profissional e financeiramente. Preferiu usar roupas como as dos mais pobres, feitas em casa (khadi), inclusive com tecidos de fabricação artesanal, incentivando que os outros fizessem o mesmo. Além do caráter de despojamento e humildade, tratava-se também de uma atitude política, capaz de causar prejuízos ao domínio inglês na indústria têxtil, inclusive com a exploração de trabalhadores indianos. O tear manual, símbolo dessa atitude de protesto, foi integrado à bandeira da Índia.

Gandhi passou, então, a exercer o papel de conscientizador da sociedade hindu e muçulmana na luta pacífica pela independência indiana, baseada no uso da não violência. O uso da não violência baseava-se na desobediência civil. Além disso, o Mahatma procurava elevar a auto-estima e o nível moral e cultural do povo indiano, sempre trabalhando em favor da inclusão social e abordando a consciência dos direitos e deveres de cada pessoa.

Em 1917, Gandhi é preso mais uma vez, por sua influência sobre os trabalhadores das tecelagens, que entraram em greve contra a exploração a que eram submetidos pelos ingleses. Durante a greve, o Mahatma entrou em greve de fome, ressaltando que seu jejum não tinha o objetivo de intimidar os ingleses, e sim de dar força aos trabalhadores, que acabaram por conseguir melhores salários.

Já em 1919, um ato do Império Britânico reduzindo as liberdades civis na Índia impõe novo desafio ao Mahatma. Gandhi pediu um dia de greve geral no País, mas o que se viu foi o estouro de focos de violência em várias localidades. Declarando haver cometido um ´erro de cálculo´, Gandhi acabou suspendendo a campanha. Já no ano seguinte, iniciou nova mobilização contra os impostos cobrados pelos ingleses aos camponeses indianos. Durante toda a década, seguem-se manifestações e viagens, com o grande líder conscientizando o povo sobre as possibilidades da desobediência civil e da não-violência.

Convicções expostas com o auxílio de imagens simples, como a dos cinco pontos, um para cada dedo de uma mão: igualdade para todos, amizade, respeito às mulheres, renúncia a álcool e outras drogas, unidade entre hindus e muçulmanos; amizade; e igualdade para as mulheres. Caminhos para uma série de vitórias como a de 1928, em Bardoli, quando uma campanha de Satyagraha conseguiu fazer com que os britânicos voltassem atrás em um aumento de impostos cobrados dos agricultores.

No mesmo ano, o Congresso da Índia discutiu a possibilidade de declarar guerra aos ingleses, pela independência do país asiático. Gandhi não apoiou a proposta, mas declarou que se a independência não viesse, em breve ele buscaria caminhos para conquistá-la. E assim fez. Em 1930, viajou à Inglaterra e avisou ao governo que se iniciaria uma grande manifestação de desobediência civil em massa. A lei do sal, que proibia os indianos de fabricarem o produto, obrigando-os a comprá-lo dos ingleses, foi outro motivo para o protesto.

Veio então a grande marcha para o mar, que durou mais de 24 dias e percorreu cerca de 200 milhas. Começou com o Mahatma tendo a seu lado menos de 100 pessoas, e terminou reunindo mais de 200 mil indianos na chegada a Bombaim. Milhares foram presos, abarrotando as cadeias, mas o movimento não retroagia.

Em março de 1931, um acordo entre Gandhi e Vice-rei britânico suspende a greve da desobediência civil. Os prisioneiros ganharam a liberdade e a produção de sal voltou a ser permitida na Índia. Fosse na Índia, fosse em visitas à Inglaterra, o Mahatma continuava pregando a convivência baseada no amor.

A trégua, porém, não duraria muito. No ano seguinte, fraudes em uma eleição levam Gandhi a nova greve de fome, e mais uma vez seu sacrifício pessoal ajuda a modificar a realidade. Os anos passam e, às portas do deflagrar da Segunda Guerra Mundial, o Mahatma conclama os judeus a defenderem seus direitos e os ingleses a usarem da não-violência contra a fúria expansionista de Adolf Hitler.

Projeto de Vivência Paz se Aprende - Os pacifistas - Madre Tereza de Calcutá



O DIA DA INSPIRAÇÃO
Visão espiritual mudou sua vida

O dia 10 de setembro de 1946 ficou marcado na história das Missionárias da Caridade e, obviamente, no livro da vida da Madre Teresa como o ´dia da inspiração´. Numa viagem de trem ao noviciado do Himalaia, recebe uma claríssima iluminação interior: dedicar a sua vida aos mais pobres dos pobres.

Ela relatou tal inspiração assim: “Em 1946, ia de Calcutá a Darjeeling, de trem, para fazer o meu retiro. Nunca é fácil dormir nos trens, mas tentar fazê-lo num trem da Índia é impossível. Tudo range, há um penetrante odor de sujidade pelo amontoamento de homens e animais, todo um detrito de humanidade, cestos, galinhas cacarejando... Naquele trem, aos meus trinta e seis anos, percebi no meu interior uma chamada para que renunciasse a tudo e seguisse Cristo nos subúrbios, a fim de servi-lo entre os mais pobres dos pobres. Compreendi que Deus desejava isso de mim...”

A longa e dolorosa meditação que fizera terminou com uma pergunta muito concreta: que poderei fazer por estes que sofrem? Aqui a angústia da sua alma cresceu. Amava a Congregação, gostava de ensinar... quase nada poderia fazer dentro dos regulamentos a que amorosamente se sujeitara e que cumprira com toda a fidelidade. Mas Deus não pediria mais? Não seria talvez necessário ir ter com as superioras e com as autoridades eclesiásticas e expor-lhes frontalmente o problema, pedir-lhes até autorização para fazer a experiência de se colocar totalmente ao serviço dos mais pobres?

Foi assim, com todas estas interrogações que a Irmã Teresa viveu o seu retiro daquele ano. Na oração e na meditação daqueles dias, mais se confirmou que a aspiração que lhe brotava do fundo da alma não era um capricho mas, manifestação da vontade de Deus.

Tendo regressado a Calcutá, foi ter com o arcebispo Mons. Fernando Périer a quem expôs o seu plano. Ele ouviu atentamente e no fim, calmo, frio, disse um não absoluto que não deixou hipóteses para qualquer dúvida.A Irmã aceitou humildemente a recusa. Mais tarde comentou assim: “Não podia ter sido outra a sua resposta. Um bispo não pode autorizar a primeira religiosa que se lhe apresenta com projetos raros sob pretexto de que essa parece ser a vontade de Deus”.

Voltou as lides diárias, apesar do carinho das alunas e a amizade das companheiras, isso não lhe fez esquecer a imagem horrorosa dos doentes e dos famintos que morriam pelas ruas de Calcutá.

Mas, algo de extraordinário ocorreria com Madre Teresa, que lhe motivaria a procurar novamente, um ano depois, o mesmo Acebispo Mons. Fernando Périer, desta vez mais resoluta que antes. Ela havia tido uma visão espiritual.

Motivada pela visão paranormal que houvera experienciado, Teresa, levava nos lábios o mesmo pedido e no coração a mesma disposição para aceitar, com humildade e alegria, a resposta qualquer que ela fosse. Mons. Périer escutou, mais uma vez, as razões da Irmã Tereza. Mas, desta vez, quando foi por ele questionada e novamente aconselhada para desistir, ela com firmeza lhe revelou a visão que tivera: “Eu vi a face de Cristo no rosto de um pobre na rua de Calcutá”.

A convicçao da revelação demonstrada por Teresa, sua simplicidade, fervor e persistencia convenceram-no de que estava perante uma manifestação da vontade de Deus. Por isso, desta vez, mais afável, aconselhou: ” Peça primeiro autorização à Madre Superiora”.

Teresa escreveu uma carta expondo o seu plano de vida, sustentando a revelação que tivera da face de Cristo. A Superiora viu nessas linhas a expressão da vontade de Deus. O que aquela religiosa pedia era algo muito sério e exigente. Por isso, respondeu-lhe nestes termos: “Se essa é a vontade de Deus, autorizo-te de todo o coração. De qualquer maneira, lembra-te sempre da amizade que todas nós te consagramos. Se algum dia, por qualquer razão, quiseres voltar para o meio de nós, fica sabendo que te receberemos com amor de irmãs.”

Teresa de Calcutá, torna-se então a primeira freira da história do catolicismo a deixar o convento, abandonar a ordem e ser liberada para uma missão independente.

Tendo abandonado o hábito da Congregação de Loreto, a Irmã Teresa comprou um sari branco, adornado de azul, cor das vestes das mulheres mais simples da Índia, e colocou-lhe no ombro uma pequena cruz.

Em 21 de dezembro de 1948, obtém a nacionalidade indiana. Data que reunia um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, a quem começou a ensinar e pouco a pouco o grupo foi aumentando. Dez dias depois eram cerca de cinqüenta.

Depois ia de abrigo em abrigo levando, mais que donativos, palavras amigas e as mãos sempre prestáveis para qualquer trabalho. Não foi preciso muito tempo para que todos a conhecessem. Quando ela passava, crianças famintas e sujas, deficientes, enfermos de todas a espécie gritavam por ela com os olhos inundados de esperança: Madre Teresa! Madre Teresa!

Mas o início foi duro. Ela sentiu a angústia terrível da solidão.

Em 1949, Irmã Teresa dá início à sua congregação, chamada de Missionárias da Caridade, sendo aprovada pela Santa Sé em 01 de fevereiro de 1965. A partir desta data, sua congregação começa a expandir-se por outras regiões, alcançando depois 123 países do mundo.

Em 1979, depois que recebeu o prêmio Nobel da Paz, foi convidada a uma audiência com o Papa João Paulo II de onde sai proclamada a “embaixadora” do Papa em todas as nações, fóruns e assembléias do mundo.

Madre Teresa de Calcutá é uma das personalidades, que melhor representa a luta pela Paz no século XX. Em seus discursos, ela estava sempre ressaltando a Paz e a cooperação entre os homens.

Até que, em cinco de setembro de 1997, um novo ataque cardíaco a faz partir, aos 87 anos.

Comoção mundial. Autoridades dos mais diversos países se associaram ao sentimento de perda. Na Índia, uma fila sem fim se formou em frente à igreja de São Tomé, em Calcutá, onde estava o corpo da religiosa. O velório durou mais de uma semana e a missa de corpo presente foi celebrada em um estádio, na tentativa de acolher o maior número possível de admiradores. No cortejo fúnebre, o corpo foi conduzido no mesmo veículo que, havia quase 50 anos, carregara o corpo do Mahatma Gandhi, outro grande pacifista. Partia Madre Teresa de Calcutá, um exemplo como poucos de uma vida iluminada, em favor da justiça social e pela paz.

Projeto de Vivência Paz se Aprende - Os pacifistas - Jesus Cristo


Jesus Cristo

Idéias, fenômenos, crucificação e ressurreição

De acordo com a Bíblia, há um longo intervalo nos relatos sobre a vida de Jesus, que são retomados registrando acontecimentos relativos a seus 30 anos de idade em diante, aproximadamente. Registra-se que João Batista passou a pregar nas cidades ao longo do rio Jordão, reunindo verdadeiras multidões e avisando ao povo que se preparasse para receber o Messias. Foi João quem anunciou Jesus como o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Foi também ele quem batizou Jesus nas águas.

Peregrinando e realizando pregações, Jesus passou a contar com crescente estima por parte do povo, na região do mar da Galiléia. Foi lá que, em uma festa de casamento que ameaçava ser suspensa por escassez de bebida, Jesus transformou água em vinho, no primeiro de seus milagres mencionados na Bíblia.Foi um gesto de extrema valorização da alegria e felicidade , que ele tanto estimulava para as pessoas. Depois, Jesus partiu para Jerusalém, onde expulsou do templo os vendilhões, um grupo de religiosos vendedores ambulantes, pela primeira vez dando uma mostra pública de autoridade sobre a vida religiosa. Uma atitude que despertou a revolta de dirigentes religiosos.

De volta à Galiléia, Jesus passou a operar mais e mais fenômenos e curas, amealhando crescentes multidões de esperançosos que se quedavam diante da sabedoria e do encantamento do Messias. Não raro, porém, os milagres promovidos por Jesus eram mais atrativos à multidão que seus ensinamentos - entre eles, o pacifismo como pilar fundamental. Mesmo assim, Jesus continuou ensinando, nas ruas, nos lares, em festas públicas, ao mesmo tempo em que adorava com os outros judeus em suas sinagogas e denunciava a fé hipócrita dos dirigentes religiosos, os fariseus.

Não obstante, próximo à Galiléia, Jesus operou seu mais instigante fenômeno até aquele momento, multiplicando sete pães e dois peixes, a ponto de conseguir alimentar cerca de quatro mil pessoas.

Em contraste com a desconfiança dos fariseus, os doze discípulos de Jesus permaneciam cada vez mais fiéis, e eram preparados por Jesus, que lhes falava sobre sua futura morte e ressurreição, explicando as conseqüências difíceis dos que o continuassem seguindo na caminhada. Até que um dos apóstolos, Judas Iscariotes, cumpre a profecia do próprio Jesus, delatando o Messias às autoridades de Jerusalém, em troca de um punhado de moedas de ouro.

A partir daí, Jesus enfrenta um julgamento sumário, sem, em nenhum momento, vacilar em sua fé ou negar sua convicção de filho de Deus. Termina por ter sua vida colocada a julgamento do povo, que prefere salvar Barrabás e condenar Jesus.

O Messias é, então, imolado: com uma coroa de espinhos colocada à cabeça, para humilhá-lo como o rei dos judeus, é obrigado a carregar, até o limite de suas forças, uma pesada cruz de madeira. Depois, tem seu corpo pregado à cruz e é sacrificado, ao lado de dois criminosos comuns, em sua definitiva mensagem de superação e humildade.

Mas, ao terceiro dia, Jesus reaparece, em seu derradeiro e mais importante milagre. Ressuscita para provar o poder de Deus e chamar atenção em definitivo para uma necessidade de mudança de ações, rumo à paz divina. Falou a seus discípulos, antes de subir aos céus e ser sucedido por um anjo, que disse que Jesus tornaria a regressar. Mais de dois mil anos depois, seus ensinamentos permanecem entre nós, extremamente atuais, em um mundo cada vez mais necessitado de paz.

Projeto de Vivência Paz se Aprende - Os pacifistas - Francisco de Assis


Francisco de Assis

BIOGRAFIA
Mensageiro da compaixão

Um dos maiores pacifistas da humanidade em todos os tempos, Francisco de Assis nasceu na Itália, entre 1181 e 1182. Filho de um rico comerciante de tecidos que costumava viajar à França em busca de produtos (o nome, que substituiu ´Giovanni´, foi uma homenagem do pai, Pedro, e da mãe, dona Pica Bernadone, ao país vizinho), teve uma infância e uma adolescência plenas de recursos materiais, sendo preparado pela família para assumir, no futuro, os negócios do pai.

Esse era um caminho natural: prosseguir o trabalho como comerciante. Mas a profissão de fé daquele jovem o levaria a trilhar outros caminhos.

Desde muito cedo, Francisco, ao mesmo tempo em que promovia festas e banquetes para seus jovens, se mostrou um idealista, insatisfeito com a realidade social que o cercava e desejoso por mudanças. A certa altura, o povo de Assis, cansado de sofrimento e miséria, se revoltou contra os nobres da cidade. E, em vez de ficar ao lado de sua classe social, Francisco defendeu a movimentação popular, entrando em conflito com a própria família. A revolta popular não tardou a ser reprimida, e Francisco acabou preso, por cerca de um ano, até que seu pai pagasse pela liberdade do filho.

Dentro do contexto europeu de transição do feudalismo para o capitalismo burguês, a Itália vivia um tempo de muitos conflitos, A Itália, como toda a Europa daquela época, vivia uma fase bastante conflitiva de sua história, com as comunas livres (pequenas cidades) entrando em atrito com os feudos, cujos senhores passaram a ter seu poder questionado. Pedro Bernadone, pai de Francisco, era comerciante em uma dessas comunas, e seu filho desejava, além do poder econômico, conquistar um título de nobreza. Para isso, teria de lutar em uma das constantes batalhas entre feudos e comunas.

Assim, em 1201, sob o estímulo do pai, Francisco tornou-se cavaleiro e lutou contra a cidade de Perugia, que declarara guerra à comuna de Assis. Acabou, porém, sendo feito prisioneiro. Ficou encarcerado por cerca de um ano, só sendo solto depois que teve sua liberdade ´comprada´ pelo pai. Retornou doente a Assis, em decorrência do clima e dos maus tratos na prisão,

e convalesceu durante meses.

Apesar de tudo, ousou ainda ingressar em uma segunda companhia militar: o exército que o Conde Gentile de Assis organizava para ajudar o Papa Inocêncio III na defesa dos interesses da Igreja. Na ânsia de entrar para o restrito círculo da ´nobreza´, o pai de Francisco mais uma vez apoiou a empreitada. Mas logo no início do itinerário do exército, Francisco experienciou o que seria descrito como um contato divino. Era, tinha certeza, o senhor quem lhe falava:

- Francisco, a quem queres servir: ao servo ou ao Senhor?

- Ao Senhor, é claro! - respondeu o jovem.

- Por que insistes então em servir ao servo? Se queres servir ao Senhor, retorna a Assis. Lá te será dito o que deves fazer!.

Mesmo enfrentando a humilhação na volta à cidade, Francisco entendeu, então, a pequenez do sonho mundano de tornar-se nobre. Finalmente compreendeu sua verdadeira missão, vislumbrando sua real possibilidade de interferência na realidade. Atravessou uma transformação pessoal, que incluiu longos períodos de recolhimento, longe da cidade, e a prática cada vez mais intensa da caridade e da oração. Passou a reconhecer nos mais fracos, pobres e doentes verdadeiros irmãos, a quem deveria ajudar a resgatar do sofrimento. Uma certeza exemplificada na atitude de, certo dia, abraçar e dar dinheiro a um leproso, que sempre lhe despertara repugnância. Era a prova de sua mudança, carregada de humildade e amor ao próximo.


MENSAGENS INESQUECÍVEIS

"Deus altíssimo e glorioso vem iluminar as trevas do meu coração.
Concede-me, senhor, a fé verdadeira, a esperança firme e a caridade perfeita.
Concede-me o sentido penetrante e a clara visão necessária para cumprir tua santa vontade, que não me poderia perder."
Amém.

“Cântico do Irmão Sol”

Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a benção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos;
E homem algum é digno
De te mencionar.
Louvado sejas, meu Senhor,
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o Senhor Irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo
Pela qual às tuas criaturas dás
sustento.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Água,
Que é mui útil e humilde
E preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra
Que nos sustenta e governa,
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e
tribulações.
Bem aventurados os que sustentam
a paz,
Que por ti, Altíssimo, serão
coroados.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado
mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes á tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei a meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade."

Produções da TESE no Comércio

Contação de estória:

O tigre e a galinha

Certa vez, um tigre andava na floresta e sempre bebia água num rio e viu do outro lado da margem, uma galinha, com a perna quebrada, que todos os dias ficava por ali.
O tigre foi educadamente até o outro lado do rio e levou a galinha para o hospital. A partir daí, a galinha criou confiança no tigre e este respeitou sempre a galinha.
A partir desse ponto, o tigre começou a ajudar a galinha alimentando-a até que ela se recuperasse totalmente. E tão bem cuidada que foi, a galinha estava muito gorda e bonita, foi aí que o tigre revelou sua verdadeira intenção: matou-a, assou-a e comeu-a.

Moral da estória: confie desconfiando.

Autores:
Daniel Muro
Claudio David
Daniel Robson



Paródia: Liderança
Música: Tá com medo de amar.

Quando você é um líder tem que se ter respeito
Trabalhando todos juntos, trabalhando direito

Tem que escutar, é!
Tem que dar valor ao que diz
Vamos trabalhar, é!
Pra na escola sermos todos aprendiz.

É ajudando e respeitando, que aprendemos,
A trabalhar todos de uma vez
Ser um líder é ter respeito, compreensão
Se for assim, tudo vai mudar.


Autoria:
André
Fco Alisson
Carlos Ruan