quarta-feira, 10 de junho de 2009

Projeto de Vivência Paz se Aprende - Os pacifistas - Jesus Cristo


Jesus Cristo

Idéias, fenômenos, crucificação e ressurreição

De acordo com a Bíblia, há um longo intervalo nos relatos sobre a vida de Jesus, que são retomados registrando acontecimentos relativos a seus 30 anos de idade em diante, aproximadamente. Registra-se que João Batista passou a pregar nas cidades ao longo do rio Jordão, reunindo verdadeiras multidões e avisando ao povo que se preparasse para receber o Messias. Foi João quem anunciou Jesus como o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Foi também ele quem batizou Jesus nas águas.

Peregrinando e realizando pregações, Jesus passou a contar com crescente estima por parte do povo, na região do mar da Galiléia. Foi lá que, em uma festa de casamento que ameaçava ser suspensa por escassez de bebida, Jesus transformou água em vinho, no primeiro de seus milagres mencionados na Bíblia.Foi um gesto de extrema valorização da alegria e felicidade , que ele tanto estimulava para as pessoas. Depois, Jesus partiu para Jerusalém, onde expulsou do templo os vendilhões, um grupo de religiosos vendedores ambulantes, pela primeira vez dando uma mostra pública de autoridade sobre a vida religiosa. Uma atitude que despertou a revolta de dirigentes religiosos.

De volta à Galiléia, Jesus passou a operar mais e mais fenômenos e curas, amealhando crescentes multidões de esperançosos que se quedavam diante da sabedoria e do encantamento do Messias. Não raro, porém, os milagres promovidos por Jesus eram mais atrativos à multidão que seus ensinamentos - entre eles, o pacifismo como pilar fundamental. Mesmo assim, Jesus continuou ensinando, nas ruas, nos lares, em festas públicas, ao mesmo tempo em que adorava com os outros judeus em suas sinagogas e denunciava a fé hipócrita dos dirigentes religiosos, os fariseus.

Não obstante, próximo à Galiléia, Jesus operou seu mais instigante fenômeno até aquele momento, multiplicando sete pães e dois peixes, a ponto de conseguir alimentar cerca de quatro mil pessoas.

Em contraste com a desconfiança dos fariseus, os doze discípulos de Jesus permaneciam cada vez mais fiéis, e eram preparados por Jesus, que lhes falava sobre sua futura morte e ressurreição, explicando as conseqüências difíceis dos que o continuassem seguindo na caminhada. Até que um dos apóstolos, Judas Iscariotes, cumpre a profecia do próprio Jesus, delatando o Messias às autoridades de Jerusalém, em troca de um punhado de moedas de ouro.

A partir daí, Jesus enfrenta um julgamento sumário, sem, em nenhum momento, vacilar em sua fé ou negar sua convicção de filho de Deus. Termina por ter sua vida colocada a julgamento do povo, que prefere salvar Barrabás e condenar Jesus.

O Messias é, então, imolado: com uma coroa de espinhos colocada à cabeça, para humilhá-lo como o rei dos judeus, é obrigado a carregar, até o limite de suas forças, uma pesada cruz de madeira. Depois, tem seu corpo pregado à cruz e é sacrificado, ao lado de dois criminosos comuns, em sua definitiva mensagem de superação e humildade.

Mas, ao terceiro dia, Jesus reaparece, em seu derradeiro e mais importante milagre. Ressuscita para provar o poder de Deus e chamar atenção em definitivo para uma necessidade de mudança de ações, rumo à paz divina. Falou a seus discípulos, antes de subir aos céus e ser sucedido por um anjo, que disse que Jesus tornaria a regressar. Mais de dois mil anos depois, seus ensinamentos permanecem entre nós, extremamente atuais, em um mundo cada vez mais necessitado de paz.

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